Invista em solitude e não na solidão

Written by on 4 de agosto de 2018

Li há algum tempo que solidão é a dor de estar sozinho e a solitude é a grandeza em estar sozinho.

Você se sente sozinho mesmo tendo pessoas a sua volta?

Você tem se entregado a solidão? Tem sentido dor por estar sozinho, mesmo acompanhado? Ou sofre por não ter ninguém para trocar afeto? Se isola ainda mais por achar que as pessoas não querem estar com você? Continue lendo.

Eu, durante todo o meu contínuo processo de autoconhecimento e espiritualidade, percebi que estar sozinho pode ser algo libertador, mas que a solitude só faz sentido, se tivermos com quem compartilhar. Como estou fazendo agora, compartilhando com você que está lendo esse texto. Por mais que pareça contraditório, o que quero dizer é que precisamos avaliar o sentido que damos aos acontecimentos de nossas vidas e que o isolamento social é muito diferente de momentos de solitude. E, ainda mais diferente da solidão.

Se você está na praia e começa a chover, você tem dois caminhos; achar desagradável porque não estava nos planos e ir embora, ou sentir a chuva e conciliá-la com a beleza do mar e do vento.

O maior problema da solidão é que ela nos inibe em nos conectarmos com nós mesmos. E nossa conexão interna é que permite que possamos vibrar em uma frequência que atrairá quem precisa estar conosco. Apreciar a solitude é se conectar com nosso senso de liberdade e espontaneidade, tão importante na busca de um sentido para a vida.

A solidão é amarga, mas se transformada em solitude e compartilhada, se torna o caminho mais sólido para conexões profundas.

O mesmo acontece em relacionamentos tóxicos com aparência de normalidade, aqueles que apesar da companhia, não agregram, não conectam, não se fortalecem. Por que? Porque não há solitude, ou seja, a individualidade não é respeitada e a liberdade é mera fantasia, ou pior, confundida com libertinagem.

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Há aqueles (as) , no entanto, que tentam justificar sua solidão ( e não solitude) de que “melhor sozinho, do que mal acompanhado” e acabam se privando de afeto e conexões mais profundas porque se decepcionaram antes, ou acham que ninguém mais presta.

Quanto da vida está deixando passar porque continua alimentando um sentimento de amargura em escolher estar sozinho? E quanto você tem investido na solitude para aproveitar o máximo da vida, enquanto aguarda o universo te conectar ou reconectar com aquela pessoa que terá o seu melhor e vice-versa?

Finalizo essa reflexão dizendo que você pode estar “sozinho” para recarregar, criar, conectar, sentir, meditar, vivenciar Deus, mas você não deve “SER” sozinho. Não fomos criados para isso. E lembre-se, você nunca está sozinho, nem se quiser, porque Deus está com você a todo momento e ele está disposto a trocar, compartilhar, sussurrar, amar, quando você quiser, quando você decidir, quando você O permitir. É simples mesmo. Nós é que complicamos.

Wilson C Monteiro



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